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domingo, 12 de mayo de 2019

POEMAS ESCAPADOS SEN ORDE-4



ESTRAVIZ 2

Não gosto de encerrar-me numa estrofa
construida como grades de uma carcere,
não gosto que me seja obligado
nem por redondillas nem cuartetos,
nem sempre por pes quebrados,
nem sonetos tão formais
como pouco musicais.
Sempre viva a poesia livre,
aquela em liberdade parida,
atómica bomba incruenta
do pensamento desatado.
Quanto custa, dom Isaac, o que aprendemos de ti
sin que tú nos obligues pela força do poder?
A pedagogia não está no fato escrita,
nem na garabata, nem na casaca,
nem sequer está na culta palavra,
a capacidade do normal ensino
não está no que o homem parece ser,
senon no que o homem de verdade é.
A sabiduría esta no que do homem se desprende
nunca no que parece que se vai a desprender.
Por tudo eso não gosto de encerrar-me numa estrofa
construida como grades de uma carcere,
senon que gosto de que sempre viva
a cultura e a poesia livre,
nunca à força submetida,
mas sí sempre em liberdade parida.
ESTRAVIZ, con xente como don Isaac
que singelo é querer a Galiza!
pensar em galego que singelo é!
Dom Isaac,que pequeno pareces, caralho!
mas,que grande és, São Dios!

SERGIO GARCÍA DACOSTA

Alumnos de Estraviz na Universidade de Vigo.- Campus de Ourense

 

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