2.- Vilarelho
h).- Quando fecho os olhos P 8
Nº
8
Deixa-me
acariñar o teu silêncio por se me sentes,
quando
chove a alma desde nuvens de esperança,
regando
céus azuis em oásis que nos teus olhos luzem
como
estrelas vivas de nocturnos desertos.
Os espelhos da alma amencen em novos anseios,
Os espelhos da alma amencen em novos anseios,
nunca
no cofre do teu interior perdidos,
enquanto a sedela da sorte é atirado no dilema
enquanto a sedela da sorte é atirado no dilema
do
caminho em busca de felizes inventos
abraçados à vida, coreando com mil vozes misteriosas
abraçados à vida, coreando com mil vozes misteriosas
o
ritmo pertinaz dos seus latexados.
Espero
e sinto porque quero fechar os meus olhos
para
ouvir como se afastam com o vento
os suspiros que se perdem no ar abovedado
os suspiros que se perdem no ar abovedado
da
minha mente. Onde vivem os sentidos.
Veludo
na minha mente sempre foram as caricias
dessas
mãos, pele de seda, que as sinto
fechando
os meus olhos, dando renda solta
no
vaivén da memória ao fluir dos recordos.

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