2.- Vilarelho
f).- Versos para hoje P 14
Nº 14
Eu apanhei mapoulas vermelhas,
que quebrei em anacos miúdos,
no meio das mãos endurecidas.
Ao esfregar o sangue da vida
aparesceu entre silêncios perdidos,
de nota em nota, de pedra em pedra,
de suspiro em suspiro, um sonido.
Respirei, quase afogado,
no intento de viver assossegado.
Es tu, minha música soada,
dívida triste dum amor apaixonado,
que me trazes à mente mapoulas
de colorido vivo,
encarnado!

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