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martes, 29 de diciembre de 2015

Á PROCURA DO PENSAMENTO 5



POEMA 5


Qual será o meu derradeiro poema?
Que pena furtará o vento
no meu coração vazio?
De verdade que só tenho realidades vãs,
mentiras,
criadas entre as espinhas
de coroas lacerantes,
de furados assassinos.
Vertendo lágrimas de sangue
pola minha frente agredida,
ferido,
por ferozes a cavalo,
por lanceiros seduzidos
com promessas oferecidas
de mil infernos acendidos
nas chamas devastadoras do ódio.
Rompe a tenrura oculta
nos cofres desejados do amor
e mata a maldade que vive
no coração invadido
pola incompreensão contagiosa.


 




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