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martes, 29 de diciembre de 2015

Á PROCURA DO PENSAMENTO 6

POEMA 6



Aquelas emoções,
aquele viver sempre namorado,
ocupam o mar embravecido
onde esboçam ondas os meus sentidos.
Aquelas emoções
são agudas dores na eternidade
dos meus recordos,
que não se resignan a desaparecer,
que são frescos como as primeiras pingas
da orvalhada da manhã.
Sofro porque recordo
e sei de cor a beleza
das vossas caras,
e amaldiçoo por não poder olhar-me,
vaidoso, no profundo mistério
dos vossos olhos,
que muito apesar do tempo
é a luz que me serve para imaginar-vos,
é o aroma doce que no esquecimento
nunca mas se
emborralha,
é a presença estranhada que me sustém,
por enquanto, erguido, sempre vivo.
Onde ficastes colegas
que enchíeis os meus cursos de veludo rosa?
Se algum dia conseguísseis abraçar-me
seguro que veríeis no meu interior
o meu coração vazio, a minha alma lacerada,
os recordos da minha mente,
quase já, em retirada.







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