Archivo del blog

martes, 29 de diciembre de 2015

Á PROCURA DO PENSAMENTO 8

POEMA 8



Coluna invisível de água nunca vista,
unida ao sol por um raio apagado,
vulcão ou mar ondulado,
feito amor que ainda afastado dura
desde que ambos gémeos amenceram.
Mar e céu, de sombras em movimento,
de aves como páxaro que voam
sem mover quase não as suas asas,
sobe e baixa em vaivéns crebados
sobre o sólido ar das ondas,
encrespadas, odiosa espuma,
que à voz do vento deixa muda,
e na sua escondida pena balbucia
estertores de alerta na beira,
silenciosas, cadenciosas pisadas
de sereias encantadas
sobre a areia dourada.

Intensa carícia sobre a orla abrandada,
sangue de sal em pingas humedecida,
que terco o mar por milheiros vomita. 






No hay comentarios: