Despido a minha palavra
e pergunto ao vento,
vestido de tifão insolente,
se o seu contínuo dialogar
polos recantos da tua dor
será prelúdio à tua esperança.
Mas eu sigo gritando em silêncio
a inútil protesta desouvida.
Despido a minha palavra
e pergunto à vida,
de implacável verdugo vestida,
se a sua desordem pavorosa
criou em ti sensações
de conformismo simulado.
Enquanto eu sigo gritando,
sempre assim e não de outro modo,
em silêncio o meu protesto, calado,
perante tanta inútil espera.
e pergunto ao vento,
vestido de tifão insolente,
se o seu contínuo dialogar
polos recantos da tua dor
será prelúdio à tua esperança.
Mas eu sigo gritando em silêncio
a inútil protesta desouvida.
Despido a minha palavra
e pergunto à vida,
de implacável verdugo vestida,
se a sua desordem pavorosa
criou em ti sensações
de conformismo simulado.
Enquanto eu sigo gritando,
sempre assim e não de outro modo,
em silêncio o meu protesto, calado,
perante tanta inútil espera.

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