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jueves, 11 de julio de 2019

À procura do pensamento P 2

De Rabal a Vilarelho
2.- Vilarelho
g).- À pocura do pensamento  P 2



Nº 2

Só por ver-te subia povo arriba,
em qualquer recanto sabia achar-te,
os teus olhos delatavam-te, azuis como o céu,
a tua olhada derretia o gelo frio do silêncio
e um ligeiro toque ouvia-se ao longe,
e ao ver-te, ou ao imaginar-te, já não sei,
 bambaneava-me no brilho da tua cara,
pegava-me aos teus lábios com o pensamento,
acarinhava o teu cabelo com os latejos apressados,
que se voltavam música no meu peito.
Só por ver-te subia povo arriba
e imaginava-me o sol nas tuas meixelas,
e o calor da tua cara acarinhava ciumento
o doce sabor a mel do teu sorriso,
e quando, ao fim, pude beijar-te
nesse momento amanheceu a minha vida. 


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